<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0"><channel><title><![CDATA[Galáxia de Devaneios]]></title><description><![CDATA[Galáxia de Devaneios]]></description><link>https://galaxiadedevaneios.hashnode.dev</link><image><url>https://cdn.hashnode.com/res/hashnode/image/upload/v1743461386641/0d724516-c36e-4fbf-9133-956d18266b25.png</url><title>Galáxia de Devaneios</title><link>https://galaxiadedevaneios.hashnode.dev</link></image><generator>RSS for Node</generator><lastBuildDate>Sat, 19 Sep 2026 01:26:22 GMT</lastBuildDate><atom:link href="https://galaxiadedevaneios.hashnode.dev/rss.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><language><![CDATA[en]]></language><ttl>60</ttl><item><title><![CDATA[( 2 ) Quando você não é a primeira opção]]></title><description><![CDATA[Volta e meia eu me pego pensando em como eu sou aquela pessoa que todos buscam quando precisam de algo. Desde que me lembro, sempre fui mais uma “amiga útil”, aquela a quem você recorre para um favor, um ajudinha na escola, quebrar um galho e etc. Po...]]></description><link>https://galaxiadedevaneios.hashnode.dev/2-quando-voce-nao-e-a-primeira-opcao</link><guid isPermaLink="true">https://galaxiadedevaneios.hashnode.dev/2-quando-voce-nao-e-a-primeira-opcao</guid><dc:creator><![CDATA[MB]]></dc:creator><pubDate>Wed, 09 Apr 2025 01:25:37 GMT</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://substackcdn.com/image/fetch/w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fed1dba43-c933-4829-ba9b-51043ecea918_736x722.jpeg" alt /></p>
<p>Volta e meia eu me pego pensando em como eu sou aquela pessoa que todos buscam quando precisam de algo. Desde que me lembro, sempre fui mais uma “amiga útil”, aquela a quem você recorre para um favor, um ajudinha na escola, quebrar um galho e etc. Por um bom tempo, achei que isso era algo comum. Achava que isso significava que eu era querida, confiável e tudo mais. Mas o tempo passou e eu vi que não era bem assim. Não que eu seja alguém odiada por terceiros, mas sim a famosa “bobinha” com quem sempre podem contar que vai estar lá pronta para prestar o favor que for.</p>
<p>Foi um tombo enorme me dar conta disso. Acabei questionando as minhas relações ao longo da vida e, sinceramente, eu consigo ver claramente hoje quem estava por perto por “interesse”.</p>
<p>Para algumas pessoas eu me dei tanto, fiz tudo o que estava ao meu alcance para ajudar de boa vontade. Não que eu precisasse de algo em troca, mas queria ao menos a tão famosa consideração, a mínima migalha de reciprocidade que seja. Isso infelizmente vem desde que eu era pequena.</p>
<p>Enquanto escrevia esse post, vi fotos de uma festinha de uma pessoa de quem eu era muito próxima, rodeada das amigas dela em seu chá de lingerie. Eu achava que éramos próximas ao ponto de pelo menos receber um convite para participar desses momentos relacionados ao casamento dela, que está chegando. Mas adivinhem? Não mesmo.</p>
<p>Já me culpei muito por coisas assim. Culpei minha introversão, minha timidez, já me considerei desinteressante, chata e tantos outros fatores, sabe? Mas a verdade é que, quando alguém se importa de verdade contigo, nada disso é um impedimento.</p>
<p>Ironicamente isso fez com que eu criasse uma certa barreira, sabe? Depois de tantas decepções, eu adquiri um receio de deixar as pessoas se aproximarem de mim porquê eu ainda temo que isso aconteça de novo e de novo.</p>
<p>Não que eu me importe de ajudar. Pelo contrário, adoro ajudar as pessoas. Mas sempre tem aqueles que tentam abusar da nossa boa vontade, nos ludibriar de algum jeito.</p>
<p>Nós mulheres, em um contexto geral, somos em nossa maioria criadas para sermos boas, prestativas e solícitas. Temos que ser perfeitas, adoráveis e nunca reclamar, mas sim fazer tudo o que nos pedem com um sorriso no rosto. É como Uma Garota Encantada, filme da Anne Hathaway, mas sem a parte do feitiço da obediência sem opção de escolha.</p>
<p>Ao mesmo tempo, eu sempre busquei agradar os outros. Na minha cabeça mais jovem, fazer esse tipo de coisa faria com que gostassem mais de mim, que eu seria <strong>lembrada</strong>. Spoiler: não fez diferença alguma.</p>
<p>Quem gosta de você de verdade não vai abusar da sua boa vontade, não vai exigir nada, não vai fazer com que você sinta que está constantemente devendo algo nessa relação. Quem gosta de você vai sempre te incluir nos momentos bons e ruins, para estar ao lado. Ouçam esse conselho de uma pessoa que tanto vivenciou “relações unilaterais”, onde eu acabava sendo mais amiga do que a outra parte.</p>
<p>Eu só queria sentir que alguma pessoa ficaria ao meu lado e sempre lembraria de mim, que nunca, nunca mesmo, me deixaria em segundo plano. Mas, aparentemente, isso é exigir demais. Só estou cansada de receber migalhas, mas na maioria dos casos, parece que é tudo o que recebo de algumas pessoas.</p>
<p>“Venha cá e receba dois minutos do meu tempo. E aproveite bem, pois é tudo o que eu vou te dar, pois é tudo o que você merece”</p>
<p>O pior é a solidão que isso causa. A insegurança, o “não se achar boa o suficiente” sempre martelando na nossa cabeça nos momentos mais frágeis. A gente acaba achando que receber aquele pouco de atenção é melhor do que receber nada.</p>
<p>Mas tento deixar isso para lá, pois eu sei que meu próprio amor tem que me bastar. Antes só do que mal acompanhado, não é isso?</p>
<p>Vamos fazer um acordo? Quando esse tipo de pensamento vier à mente, respire fundo e se lembre que você é amado (a, e), que você é importante. Nunca deixe alguém dizer o contrário.</p>
<p>Enfim, esse foi o post de hoje. Até mais!</p>
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<p>Em um mundo dominado pelas mais diversas redes sociais e serviços de streaming, somos inundados por uma quantidade de informações que nem conseguimos imaginar. Na época dos nossos pais, ao menos para mim que cresci em uma cidade pequena sem acesso à muito além de uma TV e um rádio para me entreter, as coisas pareciam mais simples e práticas. Você não tinha largas opções de programas e filmes, isso sem contar que existia um horário determinado para você assistir.</p>
<p>Quando a internet se popularizou, com ela veio o tão conhecido Youtube. Dentro da plataforma, começaram a criar conteúdos diferentes e que podiam ser vistos quando e quantas vezes você quisesse. O Tiktok segue a mesma linha, porém com vídeos mais curtos e melhor adaptados para smartphones. E, claro, os serviços de streaming, trazendo séries e filmes de forma simultânea.</p>
<p>A questão é que agora existem tantos conteúdos diferentes que é difícil acompanhar. Todos os meses são lançadas novas séries, por exemplo, e parece que todos estão assistindo, o que faz com que você também queira ver, na maioria das vezes. Fazemos todo o tipo de manobra para vermos a temporada nova da nossa série favorita no dia do lançamento e engolimos 6 a 8 horas de entretenimento de uma vez, passamos horas no Tiktok vendo os mais variados vídeos muitas vezes em modo de aceleração 2x. Existe uma ânsia enorme em consumir tudo de uma vez para não “ficarmos para trás”, no sentido de sermos excluídos daquele círculo onde só falam sobre esse assunto.</p>
<p>Mas a verdade é que isso não importa, afinal, você não precisa fazer tudo o que os outros estão fazendo, ou pelo menos no mesmo ritmo. Quando percebi quanto tempo passava nas redes sociais, fiz o meu melhor para diminuir isso, pois me sentia desanimada e um pouco sufocada, além da constante comparação com outras pessoas. Meu cérebro lutava para reter tantas informações novas ao mesmo tempo. Honestamente, o excesso de telas nos desgasta imensamente ao longo do tempo. <em>Só eu tenho me sentido assim?</em></p>
<p>É claro que não existe nada de errado em passar algum tempo conferindo as redes ou assistindo uma boa série, mas também é importante e saudável sair um pouco das telas e tentar viver um pouco mais no modo 1x, com mais leveza. Talvez testar hobbies deixados na gaveta, aproveitar o tempo com quem amamos, descobrir coisas novas e interessantes. Tudo é válido quando nos faz bem.</p>
<p>Enfim, essa foi a reflexão de hoje. Até mais, estrelinhas!</p>
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